Sombra Flagelada


Muitos Elfos da "Floresta Negra" tinham uma certa implicância com a Rainha Ireth. Não digo que não gostassem dela, pelo contrario, ela era muito amada. Mas o povo dos elfos negros a que ela pertencia pensava e agia diferente dos elfos "Losalfr"  (Elfos de Luz) ao que pertencia nosso amigo Rei Elessar. E o Rei estava se modificando para agradar sua elfa e isso trazia complicações como fora o acontecido  entre ele e Kaya. Fazendo-o sentir-se culpado querendo morrer... Os Elfos de Luz eram livres e não possuíam isso de fidelidade conjugal, eles nem entendiam direito para o que servia. Muitas coisas aconteceram por Elessar se culpar quando sua natureza "Losalfr" tomava a frente. Vou contar aqui como tudo mudou nada vida dele por conta disso: 

***

Faziam cinco dias que Elessar tinha saído para ajudar  os Elfos Alados que estavam sendo massacrados pelos Kriggors. Os Elfos alados eram seres pacíficos. Elessar não admitia maldades aos povos mais fracos e sendo um mago foi junto com Sion de Vangah o senhor dos Feiticeiros da Floresta Negra  para acabar logo com aquela guerra com criaturas tão pacíficas, eles criaram uma ilusão para que os Kriggors vissem os Elfos alados como gigantes parecidos com dragões. E assim os guerreiros Kriggors foram derrotados por uma ilusão e bateram em retirada deixando só os magos da tribo para lutar com Elessar e Sion. É claro que eles perderam a batalha! Pois os dois elfos magos Sion e Elessar eram muito mais poderosos quando unidos.

Na quinta noite da ausência do Rei Elfo. A Lua estava muito baixa na "Floresta Negra" que se encontrava muito próximo da terra, era mês de Lilitth. Mês em que as Bruxas, os Ciganos, os Elfos  e todo povo da floresta rendiam homenagens a Deusa Lua.
Ireth estava muito saudosa e saiu para tocar sua flauta para lua. Ela pegou seu arco inseparável, acomodou nas costas sua aljava, colocou a flauta mágica na cintura e foi para beira de Nefah tocar um pouco para que a Lua se alegrasse e levasse ao seu elfo a canção de amor, para que o acalentasse nas horas de descanso
Pediu a Lua que acariciasse as faces de seu Rei fazendo-o fechar seus lindos olhos Fritz ao senti-la. 

Chegando ao rio Ireth procurou um local para sentar de onde pudesse ver a lua sobre as águas. Foi um costume que Ireth adquiriu  com o povo elfico de Elessar: Apreciar o reflexo da lua e ficar maravilhada como eles. Ela deixou seu arco à mão, pois poderia precisar dele a qualquer momento. Quando ouviu risadas alegres vinda da beira do rio e entre elas, conheceu a gostosa risada de seu lindo e querido amor. Ireth se alegrou pensando :

- Meu Elfo já está chegando da batalha E pelas risadas alegres eles venceram!

A Elfa ficou feliz com a chegada de seu esposo e preparou-se para tocar em sua flauta uma música de boas vindas para os recém chegados, quando percebeu que eram apenas duas pessoas que estavam chegando e que a outra risada era o riso feliz de uma fêmea...

- Deve ser uma Amazona Guerreira do povo Luzir que ajudou na batalha também e veio com Elendil. – pensou Ireth

Ela estava prestes a aparecer e felicitá-los pela vitória, quando ouviu o tom doce da voz de seu Elfo... Era um tom melodioso que ele usava quando falava de amor ou quando queria algo equivalente.
Ireth gelou! Seu coração parou de bater por uns instantes. Ela conhecia aquele mimo! Ireth se sentiu pisando em uma mina... Ficou paralisada. Como se ao mover um músculo fosse explodir. Mas ela precisava ter certeza... Mesmo sabendo que estava com toda a razão... Ela se encheu de coragem e afastou alguns galhos que a impediam de ver exatamente o local de onde eles vinham,  ela olhou na direção do som dos risos e...  Viu seu amado chegando a beira do rio sorrindo malicioso, abraçado a uma linda Elfa alada.

Quando os dois chegaram ao rio Elessar despiu-se e foi banhar-se diante do olhar encantado da elfa alada... O olhar dela faiscava de excitação ao ver Elendil banhar-se no rio. A linda elfa alada ostenta uma bela vestimenta! As pernas estavam desnudas, para que pudesse ficar mais leve em seus voos podendo assim se locomover com facilidade, e ter agilidade nos movimentos.  Ah sim, sem se esquecer que nas botas haviam adagas presas, uma em cada bota. Era muito bonita graciosa, mas não parecia uma  poderosa guerreira. Parecia mais alguém da realeza. Parecia corajosa! Alguém que sabia lidar com as adversidades e também como encantar! Porque seu Elfo estava totalmente encantado. Ireth estava absolvida em seus pensamentos quando assustou-se ao ouvi a voz forte de seu amado falando com carinho de dentro do rio.

= Sabes qual a arma é mais essencial em um campo de batalha minha Princesa?

A elfa respondeu delicada, mas sem nenhum rodeio! Resposta digna da Princesa que era;

- Sei sim meu lindo guerreiro! Mas o meu povo é pacifico. O que sei de luta foi você quem a mim ensinou.

Ireth sentiu-se desfalecer... Parecia estar sendo assolada por pesadelos... Ela perguntou a si mesmo:

- Como... Como ele a ensinou? Então se vêem a tempos? Oh amado meu! Por quê?

Ireth queria sair dali, virar-se e ir embora, mas não conseguiu sair de perto daquele martírio. Quem sabe? Ela  poderia estar enganada...  E se eles fossem somente amigos?... Seu coração teimava em esconder a verdade que seus olhos presenteavam. E ela continuou ouvindo. Seu Elfo falava todo lânguido e orgulhoso da sua beleza sedutora: Orgulhosos de estar encantando aquela Princesa! Aquela era sua verdadeira natureza!! 

= Minha adorada Princesa! Não tenha medo de lutar por seu reino! lembre-se que a arma é a defesa de um guerreiro e a extensão de seu corpo! Precisa acreditar nisso e será forte diante de uma batalha.
Se acreditares que sua arma é a extensão do seu corpo, ela não será apenas um objeto.  Será parte de seu espírito, e irá te levar a vitoria! Sempre que voce precisar me chame e eu serei seu escudo e lutaremos juntos, sua batalha será a minha batalha. Junto sempre venceremos.

- Voce será meu escudo belo Guerreiro?

= Sim! Sou um Elfo! Possuo poderes de um Mago completo e não somente os poderes dado aos elfos por nascimento! Eu posso me transformar em escudo daqueles que amo e pretendo proteger a qualquer custo! Mesmo à custo da minha vida. Juntos iremos evoluir e sermos um só.

Ireth deu uns passos para trás, cambaleou e caiu sentada... Seu peito foi ferido com a mais poderosa das flechas. Elessar sem ouvir nada além da respiração ofegante da sua elfa alada continuou a ferir Ireth

= Criaremos um laço mais forte que qualquer “laço” E quando Estiveres em perigo eu me transformarei em seu escudo e  segundo seus desejos te protegerei do que for com meu corpo, com a minha própria vida.

Ao terminar de dizer aquelas palavras que doeram no espírito de Ireth. Porque: Elessar e ela juraram amor eterno... Mas ele nunca disse a ela que seria seu escudo e a protegeria com sua própria vida. Ireth nem sabia que Elessar possuía poderes para isso. Deduziu então, que ela nunca fora merecedora de tão grande amor. E para confirmar seu pensamento...
Elessar pegou a elfinha pela mão e puxou-a até seu peito, aconchegando sua cabeça entre suas mãos grandes, a elfinha era pequenina perto dele... Abraço-o pela cintura e permanecem assim por um tempo até que se beijaram longamente, enfiando um punhal no coração de Ireth que se levantou e foi embora. Em passos cambaleantes. 

Ireth Tarsart tinha sido a comandante do  Exército do seu mundo. Tinha sido ferida em diversas batalhas, mas nenhuma ferida doeu tanto! Pela primeira vez ela esqueceu seu inseparável arco e sua flauta ali no chão onde caiu sentada. Foi até o Palácio, subiu como um autômato as escadarias que davam acesso aos aposentos. Quando abriu a porta do aposento do casal não resistiu mais, as lágrimas caíram... Ela apanhou o cordão de rosas (que agora estavam bem sequinhas) com todo cuidado deitou o cordão de rosas sobre a cama, retirou o anel de casamento do dedo e colocou também sobre a cama no centro do cordão, que ela fez questão de colocá-lo em um círculo, a seguir pegou sua veste de casamento dobrou cuidadosamente e colocou ao lado, juntamente com a coroa. 

A Elfa desceu novamente a escadaria e saiu... Andou por horas pela "Floresta Negra" embrenhando-se cada vez mais na mata fechada, sem destino. Seu coração estava sangrando... Para o povo de Ireth um casamento era para sempre e sem traições. Ela caminhou até o mundo dos Elfos de Gladiah! As montanhas de Fir! subiu as encostas e continuou andando até a beirada do abismo, e sem olhar para trás, deixou seu corpo cair... E durante aqueles longos segundos da queda, teve toda sua vida de volta como se estivesse vendo um filme de si mesmo. Passaram diante de seus olhos os momentos em que ela foi mais feliz. Mas... Como não poderia deixar de ser: o momento em que foi mais infeliz! Bem  no instante do baque do corpo sobre as pedras. Como um elfo não morre Ireth abdicou de seu corpo imortal, seu espírito começava a elevar-se quando Kaya a Bruxa vampiro chegou a ela num voo rasante, mas não teve tempo de salvá-la antes antes que seu espírito abandonasse o corpo porque Kaya só viu quando ela já estava despencando no ar... Kaya perguntou a Ireth o que tinha acontecido? Queria dissuadi-la de cometer tamanho ato com receio de que Elessar não suportasse a perda de sua Elfa. Ireth ainda entre o espírito e o corpo em uma luta atroz consigo mesmo disse a Kaya:

- Deixe-me bruxa! Eu quero morrer assim, como uma coisa sem utilidade que eu sou...

Havia tanta emoção na voz dela! Mas havia uma coisa maior; Kaya sentiu um desencanto tão profundo, uma dor tão sem remédio que até perdeu o jeito para obrigar o espírito da Elfa a voltar, e perguntou:

- Ireth! O que houve com você? Sinto tanta dor! Diga-me o que foi e como posso ajudar?

 A Elfa com muita dificuldade conseguiu dizer:

- Vá até Nefah... Que... Vais entender...  Mas não faça nada. Deixe-o ser feliz. Prometa Bruxa! Deixe-o ser feliz! Prometa! ahhh...

Naquele momento a Bruxa vampiro sentiu uma forte sensação de perda... Ela não entendeu, mas doeu muito... Ela virou a cabeça totalmente para trás, emitiu um chiado estridente de aviso a presa. E partiu em direção a Nefah, deixando Ireth entre as folhas aos cuidados dos silfos. E foi na direção indicada por ela, em sua forma Harpia. Kaya sobrevoou Nefah e.. Avistou Elessar que se desmanchava de amores com a elfinha alada, os dois estavam a banhar-se no rio... Naquele mesmo rio que para Kaya era um santuário... Kaya respeitava o amor de Elessar e Ireth... Por isso, ela controlou sua natureza... Por isso, ela perdeu seus poderes de Cabala e foi por nada... Kaya mergulhou sobre os dois e segurou a elfinha alada pelo pescoço. Tinha ódio em seus olhos Elessar gritou:

= BRUXA!!! SOLTE-A AGORA!!!

A elfinha perguntou esganiçada, por estar com a garganta apertada; quase sem voz;

- Quem é ela Ele....Ssar?

Kaya respondeu com ira:

- Sou sua morte!

- O que eu te fiz...? - perguntou a elfinha...

- Voce coisa insignificante? Voce trouxe a desgraça pequeno pedaço de nada!

Elessar sabia que a qualquer erro ela mataria a elfinha e falou tentando parecer calmo

= Calma Bruxa! Você é uma sombra flagelada. Está cheia de ódio, fardo que carrega todos os vampiros, porque voce é noite! Escuridão sem sentimentos, sem alma, vive em silêncio torturada! 

- Posso ser escuridão, sem sentimento, sem alma, Mas por voce trago esse vazio, a solidão, Porém eu provoco o medo, tormenta e a desgraça. Tenho força poderosa e coragem desmedida!

Elessar percebeu que mesmo segurando a elfinha ele conseguiu distrair Kaya e continuou tentando fazê-la soltar a elfinha que estava roxa em suas garras:

= Mas não é suficiente para suportar sua triste sina Bruxa! Sua cruel maldição te priva a luz do dia. Te fazendo esgueirar-se pelas sombras. Sem ver rostos, sem ter companhias, voce quer sempre fazer o mal.

- Elessar! Tu sabes bem que eu  suportaria andar em meio a um mundo onde o desespero é meu alento, sugando desejos, sonhos, alegrias contidas no líquido rubro da vida, Se eu não tivesse presenciado tal cena. Eu não estou suportando essa dor.

= Bruxa! Percebes o que falas? Tu sabes que essa doce criatura não tem nenhuma sabedoria sobre esses seus devaneios. Por que você está assim Bruxa? Nem é por fome ou já teria devorado essa doce criatura. Pense KAYA! Voce é humana!

- Não Elessar! Eu não sou humana, nem amiga, sou espectro de ser vivo, um dos senhores da noite. Uma insaciável e sedenta... VAMPIRA! E vou acabar com esse idílio agora!!

Kaya estava decidida a matar a elfinha, mesmo que Elessar implorasse. Nem sabia porque ainda não tinha feito isso. Foi quando ela percebeu que o Elfo estava accessível, totalmente submisso e continuava pedindo pela vida da elfinha. Kaya não conhecia esse lado do Grande Rei Elfo. E algo indescritível acontecia dentro dela com aquela visão. Os olhos vermelhos do vampiro lampejavam em direção aos olhos brancos de Elessar que se contraíram... Ele sentiu uma doce sensação de desconforto passar pelo seu corpo. Aquela Bruxa irada estava lhe trazendo doces lembranças que ele não conseguia decifrar. Elessar estendeu a mão para Kaya que ficou entre soltar ou matar a elfinha. Mas o poder dominante do Elfo venceu, e Kaya segurou a mão dele e soltou a elfinha que voou para longe tossindo, pousou numa árvore e ficou olhando seu amado Guerreiro entregue ao poder de sedução daquele ser repugnante. Como ele podia?

Enquanto isso, Kaya mais calma e encantada pelo odor do Elfo, voltou a sua forma humana diante dos olhos da elfinha que morreu de ciúmes ao presenciar tamanha beleza! Kaya perguntou triste:

- Porque estava com essa elfa senhor Elessar? O que aconteceu? O que houve com seu amor pela Rainha Ireth? Por esse amor eu me recolhi a minha insignificância. Por esse amor eu quase deixei de existir e o Senhor o joga fora assim?

= Como assim quase deixou de existir por isso Bruxa? Não entendo do que falas...

- Não vem ao caso agora, só responda minha pergunta: Por quê?!

= Tente me entender Bruxa. Eu amo minha Ireth, mas eu vivo me controlando, negando a minha natureza,  gosto de estar com minha Rainha ! E eu o faço com prazer! Porém,  com Elisha, as coisas são diferentes, ela é tola e lesta ao mesmo tempo, é centrada e infantil. Pensando bem... Elisha... Me faz lembrar você que é detestável e amável. Quando estou perto de voce, não preciso segurar o ar ou me controlar, eu faço e falo o que tenho vontade e...

Com medo desse assunto fazer Elessar lembrar tudo Kaya fala cortando-o:

- Elisha? É esse o nome dela? Acha justo? Acha que vale a pena destruir um amor por uma loucura repentina?

= Não vou destruir nada Bruxa! Minha Elfa não sabe disso, e voce não vai contar a ela não é°

Naquele momento em que ele perguntou se ela não iria contar a Ireth. Kaya lembrou que ela pediu que não fizesse nada! Que o deixasse ser feliz! E lembrou também, que Ireth morreu para ele ser feliz! E que... Elessar  não mais veria sua Elfa... Começava a amanhecer, Kaya abraçou Elessar mesmo ele estando ainda nu... O corpo de dela  estremeceu e ele sentiu e apertou-a entre seus braços fortes... Mas Kaya se desvencilhou de seus braços deixando o elfo surpreso. Ele sempre foi ciente da forte sedução que exercia sobre as fêmeas!

Kaya despediu-se, e como harpia foi pra longe dele. Chegou até a montanha em que Ireth atirou-se e esperou pelo sol. Com um cântico triste...

🎼Sol, Luz, maldita Luz! 
Que fere o corpo do vampiro
E enlouquece... E seduz
Sol que transforma a carne de um Vampiro em pus...
Ávido de delicias e sangue em flor... 
Agora estou à mercê da Luz que cega e trás dor
Da Luz que queima, massacra com fervor
Luz que traz  imensa... Dor...🎼

Mas nenhuma dor já doeu tão doída como a que Kaya sentiu naquele rio. O sol apareceu por completo deixando a pele do vampiro transparente. Assando aos extremos até a epiderme, ressecando todo sangue que havia em seu corpo... Qualquer vestígio de liquido, até que, ressequida desfez-se e os detritos mortais caíram no despenhadeiro bem junto ao corpo de Ireth.
O espírito da Rainha Elfa  rondava perdido pela "Floresta Negra". (Um elfo não morre completamente se não for ferido de morte só abdica de seu corpo).

 Enquanto isso, Elessar que não sabia do acontecido sentia uma grande dor, ele pensava que sua Rainha o tivesse abandonado, porque ele encontrou os objetos de sua cerimônia matrimonial sobre a cama. Como um desditoso fim do amor. Ele entrou  no rio que era o único capaz que curar seus sofrimentos, mas a dor continuava forte, então saiu da água e estava vestindo-se para voltar para sua Princesa alada. Talvez ela o ajudasse com a dor do abandono. Ele deu uma olhadinha para os lados a procura da elfa alada. Não a viu, caminhou mais um pouco até a parte mais densa de arbustos do Rio... E... Encontrou o arco e a flecha de Ireth. Objetos que ela não deixaria em um lugar assim abandonado... Isso o deixou desesperado. Pensou no que Kaya falou e da maneira que chegou naquele dia  e... Ele entendeu tudo! Elessar falou  com a mão na boca como se quisesse esconder dele mesmo o que iria falar...

= Minha Elfa esteve aqui! Ela me viu com Elisha e deve ter contado a Kaya que veio... Pelos Deuses da floresta!

Elendil deu um salto sobre  "chraissait"  sua montaria de crinas de fogo e foi a procura de Ireth! Mas ninguém á viu. Procurou durante todo o dia e não encontrou. Ireth sabia que o local que ela escolhera era de difícil acesso e esquecido pelos elfos de Luz, ainda mais por pertencer ao povo de Gladiah um povo hostil. Elessar ficou sem saber o que houve com sua Elfa! Sabia somente o motivo por ela tê-lo deixado. Ele foi para beira do rio talvez Kaya aparecesse e pudesse dizer a ele para onde sua Elfa  tinha ido e ele iria até ela pedir perdão... Elessar esperou até que o sol começou a raiar. Kaya também não apareceu. Elessar pela primeira vez sentiu-se só. Foi até as "Bruxas do Leste"  e Ka-Hala a líder do povo de Kaya que antes fazia festa com sua visita, o o recebeu com cerimônia. E disse que não sabia de sua filha. Elessar pensou em perguntar para Amom... Mas com qual pretexto? Então foi para o rio, somente aquelas águas conseguiam aliviar um pouco o que sentia. Retirou as vestes, entrou no rio e mergulhou, por várias horas ficou embaixo d’água no absinto! E quando voltava emergindo das águas ... Elisha estava esperando por ele na beira do rio, nua, e emanando. Ao vê-la Elessar contraiu os olhos que cintilaram com aquele brilho azul que dominavam... As águas passavam pelo corpo dele como se tivesse acariciando-o, em um bailado tonteante,  com a luz da lua em cada gotícula que escorria sobre o tórax do Elfo que reluzia sua pele claríssima. Elisha estava encantada!
Ao chegar à beiradinha do rio antes de sair da água Elendil estendeu a mão e chamou a doce elfinha.

= Venha Elisha! Venha sentir a natureza em seu corpo!

A elfinha entrou no rio, as águas giravam em torno dela com um leve redemoinho, eles se abraçaram... E harmonizaram ali com a floresta por testemunha.

A elfinha tinha seu amado Elendil só para ela, mas algo estava faltando ao Guerreiro que ela conheceu e se apaixonou, ela sabia que nem todo amor que ela lhe dedicasse, bastaria. porque naquele fatídico dia, Elisha viu das árvores em que estava escondida, por quem os olhos do seu Elfo brilharam com a mais pura perfeição. E sentiu um grande medo.... O  que ela não sabia, era que não precisava mais temer ninguém....


Continua...

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