O Presente Para Um Rei

Para tristeza de Elessar o resultado daquela batalha foi a morte do Rei dos Elfos Elrohir Elessar seu querido pai... E de Luthien sua mãe e rainha de Lat. O jovem General ficou desolado, sentindo-se culpado, por ter errado terrivelmente em suas estratégias militares... E por conta desse erro seu pai havia deixado o plano elfico. O que ele nunca soube, foi que seus pais haviam se sacrificado para salvar o povo élfico mais uma vez. Elessar queria partir para longe de Lat e nunca mais voltar.
Mas seu povo e os soldados guerreiros de Naidarlin não queriam perder seu General e protetor, pediram que ele não os abandonasse! Porque precisavam dele! Queriam que Elendil Elessar fosse o novo rei. Elessar não queria aceitar, afinal sentia culpa pela morte do Rei. Como tomar seu lugar nessas condições? Logo ele que era um general e deixou campo aberto para os inimigos.

( assim ele pensava). Naidarlin disse a seu General que ele não podia rejeitar o presente que seu povo havia confeccionado com tanto carinho para ele. Elessar disse que não era digno de nenhum presente, mas aceitaria para não fazer desfeita a seu povo amado. Em seguida entrou no palácio pegou um alforje com alguns apetrechos para uma longa viajem, suas armas e voltou para receber o presente, muito envergonhado...

Mas quando viu o presente que todo povo das florestas juntamente com os melhores artífices haviam confeccionado para ele, Elessar se emocionou... Olhou demoradamente nos olhos de seu povo e não teve como recusar. Era uma bela coroa feita com muito carinho... Confeccionada com prata e safiras.
Elessar disse emocionado:

= É uma coroa muito bonita, mas eu não posso ser Rei de nada!

Os artífices fizeram um circulo e disseram uma palavra, quando desfizeram o círculo traziam para Elessar uma armadura. A mais bela armadura jamais vista por um povo de qualquer reino. Não era a mais resistente, nem a mais eficaz que todas as outras as armaduras existentes no reino. Parecia até mais inferior. Porque todas as armaduras daquele reino tinham detalhes em ouro, algumas tinham pedras preciosas. A que estava sendo presenteada era de metal escurecido e pedras não tão preciosas.
Porém, possuía algo diferente que seria Útil a um general élfico destemido como Elendil Elessar.
Aquela armadura Possuía magia.

A armadura por incrível que podia parecer era aquela coroa feita de prata e safiras que presentearam a ele minutos antes. Ela podia ser invocada, quando Elessar dissesse a palavra “Cas!” (que significava "Transforme" no idioma deles)
E poderia ser reduzida da mesma forma, voltando a ser a coroa. - Foram muito espertos aqueles  Artífices! Com toda certeza a armadura encantou o Elfo que emocionado aceitou o pedido do povo que esperava sua resposta temente que ele dissesse não. Alguns dias depois, sem festas e sem pompas porque estavam de luto Elendil Elessar assumiu o trono iniciando o mais honrado e elogiado reinado entre o povo élfico da "Floresta Negra de Lat". O Rei Elessar formou muitos guerreiros, aperfeiçoou seus poderes para estar sempre acima dos magos que queriam o bem mais precioso de Lat. "O Rubi Azul". O Rei Elfo ensinava aos seus soldados o seguinte lema:

= “Por mais que um soldado vença uma batalha, por mais que um soldado vença os mais terríveis inimigos, a vitória sobre si mesmo é a maior de todas as vitórias.”

Um ano havia se passado desde o retorno de Elessar a “Floresta “Negra”. vindo da cidade das "Bruxas do Leste" Elessar procurava se ocupar e considerava isso um ótimo motivo para esquecer o acontecido e desfrutar de todos os momentos da sua Ascensão ao trono élfico. Ele havia se tornado oficialmente e em todos os sentidos o governante absoluto do Império de Lat. Elessar esperava que seus deveres como Rei o ajudasse a exterminar qualquer resquício de dor, incerteza ou fraqueza incompatível a um Rei. Mas até mesmo um governante forte, capaz e poderoso tinha seus dias tristes.

Elessar estava diante do espelho provando uma roupa de gala onde um de seus súditos arrumava , arrumava, arrumava... A vestimenta do Elfo.

= BASTA!!!! Chega de consertar coisas que já estão perfeitas!

Elessar o repreendeu! Hakim afastou-se no mesmo instante, curvando-se e olhando para os olhos assustados de seu Rei. Tinha medo nos olhos dele... O mesmo medo que viu quando seu pai foi interceptado pelos “Dragões de Tunia”... Hakim voltou e disse com a cabeça baixa e a mão no peito:

- Perdoe-me Majestade!

=Sim Hakim! Pode dizer.

- Não duvide de si meu Senhor! És um bom líder e serás um bom comandante na frente de batalha! Eu confio em Vossa Majestade!

Elessar desviou os olhos em silêncio, quando observou ao redor, emergindo dos seus pensamentos, Hakim não estava mais nos aposentos. Elessar nem notou a saída dele. O Elfo vestido com pompas  saiu dos aposentos caminhando lentamente pelos corredores cobertos de tapetes bordados, e se deu conta, de que nunca havia prestado atenção a beleza do palácio... Herança de seu pai... Elessar sacudiu a cabeça para expulsar aqueles pensamentos... Seu pai não estava mais ali... Elessar subiu a escadaria particular em espiral que levava ao sexto andar e percorreu outro longo corredor. No fim dele havia um rosto familiar, um rosto que fizeram as preocupações dele desaparecer e surgir um belo sorriso mostrando suas presas branquinhas como neve.

= Sion meu Mestre!

- Sim meu querido! Eu não deixaria de vir me despedir e lhe desejar bons ventos e uma breve volta para seu lar.

Os dois se abraçaram por um longo momento, depois desceram a escadarias que levava ao hall de entrada. Elessar se aproximou de Naidarlin que se curvou.

= Que bom ter voces aqui nesse dia tão importante!

Disse Elessar aos seus dois amigos: Sion e Naidarlin.

= Bem chegou a hora da despedida – disse Elessar

Os três se abraçaram, se despediram e Elessar colocou na cabeça a sua "Coroa" e tomou seu lugar na frente do pelotão em sua montaria de crinas vermelhas como fogo a caminho das montanhas proibidas. Sua montaria galopava apressada pela trilha, claramente determinada a avançar. Algumas horas depois, Elessar observou os picos negros e irregulares que se elevavam diante deles e puxou o manto sobre os ombros. Estava bastante frio, a temperatura era muito mais baixa do que a da “Floresta Negra”. Elessar estava indo para sua primeira batalha depois da morte de Elrohir... Estava indo defender O Clã das bruxas do Leste.  Humanas a quem ele tinha grande apreço. Mesmo sendo poderosas as bruxas do Leste estava longe de sua terra natal e eram proibidas de fazer magia nas “Montanhas sombrias” nem mesmo para acender uma vela. Aquela lida fazia os corações do Elfo vibrar de maneira desordenada. Ele conhecia as bruxas do Leste! Eram suas amigas, o acolheram quando foi atacado por mestiços há uns tempos atrás. Ele foi sagrado "Bruxo Mor"  entre elas. O único macho entre as bruxas. Elendil Elessar era o defensor das bruxas antes de ser um Rei. Mas ele estava temeroso de errar em suas estratégias como fez com seu pai... Sim, tudo bem: isso o deixava apreensivo e quase desesperado... Mas, além disso, havia algo que ele não identificava... Mesmo sendo um elfo e conhecendo todo mecanismo do seu corpo e do seu espirito Elemental.

- Mas é claro que ele lutou bravamente por suas amigas bruxas e venceu...  Os inimigos que restaram bateram em retirada diante do exercito do General Elendil Elessar D' Elensari.

"O Clã das Bruxas do Leste" estava livre dos seus inimigos...  Mas algo ainda deixava Elessar inquieto... Mesmo depois da vitória seus corações continuavam saltando alto. Elessar contou a Ka-Hala o que estava acontecendo com ele... Ela tremeu ao ouvir sobre aquilo e respondeu a ele.

- Meu Rei! A melhor coisa a fazer pela sua felicidade: é aceitar que nem tudo voce pode fazer por ela. Não insista pelo que só irá te trazer aborrecimentos.

Elessar olhou para Ka-Hala com uma sobrancelha suspensa, sem entender, mesmo sendo sábio ele não entendia para que lhes serviriam aquelas palavras que pareciam terem sido soltas no vazio? Ele sorriu despediu-se e voltou para seu reino.... Olhando para trás e sentindo aquele incomodo na alma e os corações saltando....

...... Ele não sabia do que se tratava por terem usado o feitiço do esquecimento nele. Mas nós sabemos que foi a proximidade do seu amor que causou aquele atordoamento. Em algum lugaar bem lá no fundo ele sabia que amava Kaya de Ka-Hala.

Katia Kristina

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