O Tridente de Rakta
Deveria por obrigação, ser da certeza de todo povo da "Floresta Negra" de que Elessar não suportaria por muito tempo seu idílio entre Hazard e Elisha! Mesmo porque, ele sentia a falta da Bruxa Kaya que sumiu da vida dele. Embora, o Elfo não admitisse isso. O que estava acontecendo com ele, não era o que ele realmente queria, tudo estava confuso em sua cabeça, Elessar achou que poderia ficar com sua consorte Elisha e se dividindo entre o amor de Hazard e Kaya. Claro que isso Isso não era possível! Logo ele? Um Mago poderoso! Senhor de todas as coisas se deixar iludir por um amor que com certeza absoluta lhe seria frustração.
Kaya e Hazard eram pessoas distintas. Não havia como mesclar as duas. Antes Ireth era protegida pela floresta que ele tanto amava. Senhora absoluta de suas vontades. Tendo uma vida plena de propósito, entendimento e um contentamento sem fim. Era ágil feliz e apaixonada. Seus dias eram impregnados com música e energia. Ireth possuía a fórmula para despertar a verdadeira plenitude... Todos os seus dias eram feitos de alegria constante! Mesmo quando era preciso que fosse para o campo de batalha e voltava vencedora. Muitas vezes ferida, mas com a vitória estampada em seus belos olhos cor de mel. Porque seu elfo estava sempre presente com ervas mágicas, elas a curava depois de uma noite de sono.
Kaya era totalmente o oposto. Era noite, escuridão, sem sentimento, sem alma, portadora do vazio, da solidão, do medo, da tormenta e desgraça. Vagava entre as sombras suportando sua triste sina! Sua cruel maldição que a privava da luz do dia. Fazendo-a esgueirar-se pelas sombras. Sem ter companhias. Andava em um mundo onde o desespero era seu alento, sugando desejos, sonhos, alegrias contidas no líquido rubro da vida. Seu lema era:
- "Àqueles que ainda não sabem que escutem o aviso, de um ser que implora e grita para ser ouvida. Não vague por entre as sombras! Não desejes o poder contido num trágico destino! Pois entre as trevas só poderão encontrar Ilusões e desvarios"!
E o nosso Rei Elfo Elessar era feliz. Porque tudo foi mudar? Porque ele caiu nos encantos da elfa Elisha se ele amava Ireth? Por isso a vida dele estava desmotivada. O elfo mais feliz da floresta andava cabisbaixo, ébrio de Hidromel e não se importava com as árvores que morriam sem seus cuidados. Sem a energia que ele depositava todos os dias na terra ao alvorecer...
Sion de Vangah o mago amigo de Elessar estava preocupado com o que acontecia em Uath. E foi saber dele por que muitas árvores centenárias estavam morrendo? Elessar respondeu que estava sendo descuidado.
Sion disse a ele que um mago não podia se descuidar. Pois assim todos os inimigos poderiam adentrar sua “casa”.
Dito e feito! Em uma manhã qualquer quando Elessar despertava para um novo dia caminhando até o rio para banhar-se, deparou com um acampamento numa clareira encoberta por sequoias na "Floresta Negra". Elessar voltou alguns passos, pois estava desarmado e aqueles seres não pareceram bons. Ele ficou a espreita entre os arbustos, ouvindo a conversa e descobriu que se tratava de um grupo de elfos de um reino distante que havia chegado aos arredores da "Floresta Negra" com o objetivo de ter acesso ao “"Coração da Floresta” ( Um grande e único rubi azul! Para usar como a parte que faltava ao tridente que haviam adquirido recentemente, assim sendo se tornariam muito poderosos como havia lhes prometido um grande feiticeiro de sua cidade longínqua).
Elessar voltou para o Palácio onde não aparecia a muito tempo e pediu uma reunião com os capitães e chamou Sion de Vangah por telepatia avisando do perigo, enquanto isso...
*************
Os elfos estrangeiros esperavam acessar a cidade com ajuda de Eliel, um elfo espião do reino de Fir que havia se juntado ao grupo. O grupo montou acampamento num ponto não muito distante da cidade principal, porém afastado o suficiente da proteção dos elfos guerreiros. Antes de partirem para procurar o “Coração da Floresta” eles pediram ao mago de seu grupo que fizesse uma magia de encobrimento, para que eles se parecessem com os "Elfos de Luz", pois assim passariam desapercebidos. Eles tinha ouvido por meia boca que o rei dos elfos não permitia a entrada de qualquer outra espécie em seus territórios sem sua devida inspeção. Assim foi feito.
Seguiram então os elfos camuflados (um deles era o mago) para encontrar o Rubi. Seguiram rumo ao reino através das florestas que a cercavam. Estranharam o fato de não terem sido interceptados por nenhum elfo, mas continuaram avançando. De repente Mistf o elfo camuflado líder dos investigadores parou e gritou;
- Parem! Vejam o porquê de os elfos não terem nos interceptado.
Havia muitos elfos mortos estraçalhados e sem cabeça espalhados pela floresta. Eles se aproximaram dos corpos, o mago agachou e percebeu neles marcas não muito comum. Ele olhou para Eliel se levantou e disse:
- Acho melhor retornarmos ao acampamento
- Concordo. Precisamos avisar os outros, talvez haja necessidade de investigar tudo isso! - disse Eliel
Chegando ao acampamento eles abriram uma garrafa de uma estranha bebida que trouxeram com eles e tomaram para lhes dar coragem de comunicar o acontecido. Mistf pediu a palavra aos beberrões:
- Temos problemas
- Quais? Indagou o meio elfo que estava em sigilo para não ser morto, pois ouviu dizer que a rainha não admitia mestiços em seu reino....
- Encontramos muitos elfos guerreiros mortos, decapitados e mutilados quando íamos para o reino de Uath respondeu Eliel.
- Mas quem os matou? Elfos não morrem assim com facilidade.
- Não tenho certeza, mas acho que foram criaturas sobrenaturais - Respondeu o mago.
- Se vocês encontraram uns mortos, quem garante que todos ou a maioria deles não esteja mortos também? Se for assim, melhor para nós! Poderemos pegar o Rubi sem medo. Se a guarda não está defendendo o reino poderemos atacar sem nos preocuparmos. - concluiu o meio elfo.
- Calma precisamos tirar conclusões concretas. Não queremos acabar como eles. Vamos investigar. - disse o mago cauteloso.
- Como faremos tal coisa? Pergunta Eliel o espião.
Mistf o Chefe do grupo respondeu:
- Faremos o seguinte: - em primeiro lugar quero que todos se lembrem que o acampamento é nosso ponto de encontro. Depois vamos nos separar em grupos para investigar o local.
Silth o meio elfo disse ao mago que não poderia ser visto pelos elfos de Uath ou seria morto. O mago então recitou algumas palavras que fizeram Silth ficar invisível. Silth era filho de uma elfa com um Humano, mas seus instintos élficos eram muito aguçados! Usando e aproveitando da sua invisibilidade ele seguiu o que achava serem rastros das criaturas assassinas e encontrou mais alguns corpos. Quando estava voltando para o acampamento ouviu algumas vozes e risadas e foi averiguar. Andando devagar para não ser descoberto, por galhos quebrando Silth viu alguns mercenários que atacavam uma linda elfinha de longos cabelos prateados e olhos azuis que parecia ser uma feiticeira, porque ela se defendia usando alguns truques mágicos.
Silth passou pelo meio deles sibilando sua espada e cortando as peles grossas dos mercenários sem que eles soubessem o que estava acontecendo. Ele derrubou vários deles, machucou outros e continuou bradando sua espada até que eles bateram em retirada assustados. A elfinha olhou pra todos os lados querendo prestar agradecimento a criatura que a ajudou. Ela falou agradecida:
*- Muito obrigada por me ajudar! (rodando sobre o próprio corpo, tentando encontrar quem lhe salvou) sou uma elfa de Uath e você quem é? Como se chama?
O Silth se colocou bem diante da elfinha e respondeu;
- Meu Silth! E o seu Elfa de Uath?
- Meu nome é Anárion! Preciso voltar para Uath! A "Floresta Negra de Lat" está infestada de seres malignos, mas não estou conseguindo fazer isso sozinha. Eles aparecem de todo lado.
- Onde estão seus pais?
- Minha mãe morreu e meu pai desapareceu.
- Posso lhe ajudar?
Nesse instante terminou o efeito da invisibilidade... A elfinha arregalou os olhos ao ver que Silth era meio humano! Sua forma aparecer diante dela. Silth abaixou a cabeça e falou baixinho:
- Bem, isso... Se a senhorita ainda quiser minha ajuda.
É melhor estar na sua companhia do que daqueles mercenários, farei de contas que não te conheci assim que estiver em segurança. Combinado?
Os dois seguiram em silêncio até chegarem a Uath, a elfinha olhou para trás e maneou a cabeça em agradecimento e um adeus, a seguir, passou rápido pelos portões.
No acampamento: Todos que esperavam ficaram aliviados quando Silth chegou sem um arranhão sequer. Eles se reuniram e cada um contou sobre o seu achado, todos disseram ter encontrado corpos de elfos guerreiros massacrados por uma força maligna, somente Silth acrescentou seu encontro com mercenários.
Mercenários? São eles então quem acabaram com os elfos?- perguntou o Líder
- Não! Não estão sendo mortos por mãos humanas. - respondeu o Mago
Naquele instante uma música suave de flauta doce se fez ouvir. Todos se calaram ouvindo encantados a bela melodia. Mistf saiu do acampamento e avistou uma elfa muito pálida tocando majestosamente sua flauta. Ele se aproximou e perguntou:
- O que uma jovem bonita está fazendo por esta floresta na noite? Não sabes do perigo iminente?
Ela parou de tocar, olhou profundamente nos olhos de Mistf que não conseguiu desviar os olhos e pensou:
- “Ela é linda! Seus olhos são brancos como sua pele, seus cabelos prateados parecem reluzir na noite, e o seu aroma... Hummmmm é indescritível"...
A elfa virou-se e caminhou lentamente com sua micro indumentária, deixando seus dotes encantadores bem visíveis. Olhou para trás meio de lado por baixo dos olhos e tornou a tocar sua flauta enquanto saia sem nada dizer. Mistf não resistiu e seguiu a elfa, mesmo diante do aviso de todos e aos chamados dos companheiros que ele nem ouvia... Tão encantado ele estava pela beleza da elfa. Ninguém ousou seguir Mistf naquela noite preta. Pela manhã Mistf ainda não havia voltado. Eliel que até então estava calado perguntou:
- E agora? O que faremos?
UM DOS ELFOS RESPONDEU:
- Neste momento estamos indo ao centro da floresta pegar o Rubi. Quem quiser seguir conosco coloque o Capuz de suas capas. Ariza o mago passou instruções que todos ouviram atentamente. Então ele recitou algumas palavras arcanas e transformou a si mesmo em um ser invisível. Enquanto ele se dirigia para o local em que estava guardado o “Coração da Floresta” . Os outros preparam o ataque separando-se em grupos de três para guardar todos os lados e evitar um contra-ataque. Os arcos e flechas estavam preparados. Três elfos guerreiros da tribo dos arcanos invadiu a floresta de Uath cautelosamente pegando o guardião de surpresa e investindo em uma luta corpo a corpo com ataques combinados, mesmo quando o guardião tentou desferir um contragolpe foi derrotado pelos três que usaram a surpresa como arma principal.. Minutos depois o mago reapareceu com uma sacola presa a cintura de onde retirou um pergaminho. Os elfos que estavam arriscando as vidas quiseram saber.
- ONDE ESTÁ O RUBI QUE VOCE FOI PEGAR?
Esse pergaminho vai me ensina a mesclar o “coração da Floresta” a qualquer objeto que seja necessário.
- Mas não estamos aqui pelo rubi Ariza?
Eliel perguntou e o mago responde calmamente:
- Quando eu proferir as palavras que estão nesse pergaminho o rubi será moldado de imediato ao tridente, esteja onde estiver, não se preocupe. Quando anoitecer faremos isso, pois preciso do luar.
Eles voltam para o acampamento. Quando caiu a noite, o mago preparou o ritual de mistificação. no centro do acampamento na clareira.
O que o mago nem os elfos de longe sabiam, era que, aquele tridente pertenceu a Kali A deusa Cigana que possui o elemento do vampirismo. E se o tridente for completado ele pode fazer renascer um Deus inimigo chamado Rakta = sangue.
Quando o ritual estava quase no auge eis que apareceu a bela elfa e sua flauta mágica encantando os elfos. O mago não se importou e continuou o ritual. Ao proferir as palavras o “Coração da Floresta” Rasga o chão em uma velocidade espetacular indo de encontro ao tridente que se encontrava na mão do traidor Eliel. Ao perceber isso a doce elfa se transformou em uma criatura enorme com asas pontiagudas e emitiu um grunhido terrível fazendo aparecer uma legião de Dakinis (Vampiros fêmeas que são a iluminação de Kali).
O Mago perguntou para a criatura:
Quem é você criatura? O mal ou o bem? És causadora das mortes dos elfos?
- Meu nome é Hazard! Eu fui uma elfo e agora sou um vampiro! Sou guardiã de Lilitth que me incumbiu de proteger o “Coração da Floresta” Minhas súditas não tem controle de sua fome e por mais que eu tente ensiná-las elas devoram o que veem pela frente. É o que farão com vocês.
O Rubi saiu da terra em velocidade rodando no ar e virou na direção do tridente que estava dentro do círculo sagrado continuou sua velocidade vertiginosa... Hazard não podia deixar isso acontecer ela era a guardiã do rubi... Não podia permitir que despertassem Rakta! Ele iria destruir a "Floresta Negra".
Sem pensar muito porque não tinha tempo Hazard se pôs na frente do tridente e recebeu o Rubi no peito.... Ele encravou profundamente no coração da elfa vampiro... Hazard deu um grunhido medonho e dolorido despencando em seguida no solo, todas as Dakinis foram ao encontro de sua Rainha grunhindo em alvoroço e foram se despedaçando em pleno voo... No instante em que chegou Elessar com Sion de Vangah e os elfos guerreiros dos dois reinos para ajudar....
Hazard teve sua metamorfose novamente em Elfa negra como se nunca tivesse sido um Vampiro. Elessar a abraçou chamando por ela que já não ouvia. Estava serena! Ainda trazia nas mãos sua flauta mágica.
Sion e os guerreiros levaram presos os elfos que sobraram das Dakinis esfomeadas, junto com o mago para colocá-los a ferro no calabouço nas montanhas . Elendil Elessar desolado... Pegou nos braços sua Elfa! Sua Rainha e a levou para o ponto mais alto da montanha. Preparou uma cama de flores, e a deitou na floresta que ela tanto amava. Quando estava quase retirando o rubi do coração da Rainha para enviá-lo ao seu devido lugar. Chegaram Amon e Kaya e Amon sábio e com vasta experiência falou ao seu amigo:
- Elessar pense! Você quer realmente que ela volte a ser vampiro? Se a deixar com o “Coração da Floresta” ela será sempre a Rainha Ireth e seu espírito puro pode encontrar outra morada. Ela amava ser a Rainha Ireth e governar ao seu lado, mas também amava essa floresta como a própria vida. Pense meu amigo.
Elessar ficou indeciso por uns instantes segurando o rubi sobre o peito de Ireth.
Depois de longos minutos resolveu deixar ali como foi conselho de alguém tão sábio.
Ele ficou com sua elfa por quase dois dias... Construindo uma redoma onde ninguém poderia violar. Se não fosse um mago muito poderoso. Ao fim do terceiro dia ele desceu a montanha com o coração dolorido. Mas resolvido a nunca mais abandonar sua floresta. Precisava deixar seus sentimentos de amor em segundo plano. Ireth deu sua “Vida” pela Floresta e ele precisa honrar isto. Amon olhou em volta e não viu Kaya, procurou com telepatia e a encontrou...
Totalmente desarvorado pediu a Elessar que fosse para sua casa com Elisha! Disse que só ele poderia evitar o que iria acontecer. Elessar não queria ir, estava triste demais para explicar qualquer coisa para Elisha! Então Amon passou a mão sobre os olhos dele e lhe mostrou a cena:
Kaya estava sentada na beira da cama de Elisha com uma enorme adaga na mão pronta para matá-la. Elessar não queria mais uma morte na sua consciência Teleportou-se para sua casa.
Enquanto ele demorou para decidir, Kaya sem nenhuma dó ia desferir o golpe em Elisha segurando-a pelo pescoço disse:
- Elfa voce foi a causadora de todo mal que ocorreu nesses últimos anos na "Floresta Negra". Eu não quero mordê-la! Eu quero matá-la! E farei usando essa adaga em seu coração, com um golpe forte. Assim como aconteceu com Ireth.
Nisso, Elisha levantou a cabeça da cama e falou:
*- Sou eu Kaya! Ireth!
Ao ouvir a voz de Ireth Kaya segurou o golpe no ar indecisa se realmente era Ireth ou mágica daquela maldita elfa alada. Pôs a mão sobre a testa de Elisha e viu tudo.
Elessar acordou Elisha pela manhã e disse a ela que iria embora, que não estava aguentando aquela vida! Disse que iria embrenhar-se em campos de batalha e nunca mais voltaria. Ela perguntou:
- Nem pela mulher que você ama ou por sua filha?
= Minha filha nem me conhece! E a mulher que eu amo pode me encontrar onde eu estiver.
-E eu?
= Perdoe-me Elisha! Você me deu momentos felizes, mas meu coração não encontra paradeiro! Antes que eu me casasse, levava uma vida errante, entre amores, guerras e hidromel. Quando me apaixonei prometi esquecer todas e ser só da minha esposa e não cumpri causando a morte dela. Por mais que você faça-me sentir bem.... Eu preciso ir.
Quando Elessar partiu em busca das guerras Elisha deitou-se sobre a cama do casal e mandou embora seu espírito. Passaram-se oito dias seu corpo já perdia as esperanças quando o espirito de Ireth encontrou corpo elfico de Elisha! Como Ireth não poderia voltar para seu próprio corpo nem por magia, ela resolveu morar em Elisha. Assim Elessar teria as duas.
Quando ela acabou de ver as lembranças Elessar chegou e gritou:
= Bruxa! Não faça isso!
Kaya não disse nada... Levantou-se da cama, chegou bem perto do Elfo e cumpriu o ritual de sempre: Ficou na ponta dos pés, retirou as lãs dele dos olhos, deixando tocar levemente sua pele para sentir seu calor. Ele a olhava enternecido e tentou pegar sua mão. Kaya puxou rápido a mão antes que ele segurasse, e foi embora. Elessar não a seguiu! Esperou... E ouviu o rufar de suas asas... Cada vez mais longe.
Foi até Elisha pegou-a nos braços em silêncio.
Algo estava diferente! Ele ouviu as batidas do coração dela e pareciam as batidas do coração de Ireth. Mas ele não sabia o que aconteceu, achou então que foi seu pesar, sua saudade que o fazia ouvir coisas... Ireth o abraçou forte.
Nesse momento ele ouviu o rufar de asas voltando. Levantou os olhos... E viu entre o bailar das cortinas olhos vermelhos faiscantes... E a seguir o rufar de asas continuou até que desapareceu na noite... Elessar continuou olhando através da janela enquanto Ireth dormiu... Ele murmurou...
= Não! Pelos Deuses da Floresta... Não...


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